A Motivação para Não Adiar e Fazer Acontecer

Todos nós temos uma tendência a adiar, mesmo os mais disciplinados, em algum momento, caem nesta armadilha. A luta contra os impulsos e distrações é diária e depende de muita motivação. Aqui eu trago quatro recomendações básicas para ajudar a vencer esta batalha.

 

  1. Uma grande ferramenta é a definição bem-feita de metas mobilizadoras:
  • pense nos objetivos de longo prazo como metas de aproximação e não de afastamento (“deixar de fazer a atividade x” transforma-se em: “começar a trabalhar com y”);
  • defina metas significativas, desafiadoras, possíveis e concretas que tenham atratividade e sentido, que sejam exigentes mas realistas e as especifique bem (“investir no autodesenvolvimento” torna-se: “ler os livros x e y, contratar apoio profissional w e fazer o curso z”).
  • estabeleça prazos claros e próximos, quebrando em sub-metas: quanto mais distante a meta, mais vulnerável aos adiamentos.
  • use metas diárias de direção (investimento/esforço) ou de resultado (entrega/produção): muitas vezes as metas de direção são subestimadas. De fato, para o longo prazo não adianta colocar metas de esforço; mas para o curto prazo elas são essenciais para a ação.
  • comprometa-se com outras pessoas: só o fato de anunciar as metas já vai ampliar o potencial de realização e, dependendo para quem você as anuncie, ainda pode contar com lembretes ou cobranças desta pessoa.

 

  1. É curioso como as pessoas entendem bem as limitações físicas, mas tendem a exigir muito mais da energia mental e de concentração, como se fossem recursos (quase) infinitos. Por isso, entenda sua energia mental como algo finito, tal como seu vigor físico:
  • aloque adequadamente as reservas limitadas de energia mental;
  • respeite suas horas de maior e menor desempenho;
  • pratique a higiene do sono e uma rotina diária de desligamento;
  • não trabalhe com fome;
  • realize atividades físicas regularmente;
  • defina rotinas de trabalho para lidar com o desgaste da força de vontade.

 

  1. Preste atenção aos deslocamentos e às atividades que você está colocando na frente das que está evitando para ficar se ocupando. Às vezes nos ocupamos com atividades irrelevantes apenas para fugir de algo difícil ou incômodo. Se não estiver em condições de fazer aquela atividade principal, foque em tarefas periféricas importantes que irão “limpar o caminho” para que você dê conta da atividade principal.

 

  1. Crie mecanismos de recompensa e reconhecimento: premie-se por seus sucessos e avanços; liste as recompensas possíveis e articule-as com as metas pretendidas. Pense em maneiras de tornar o trabalho mais agradável (como escutar música), mas sem deixar isso ocupar o lugar do trabalho.

 

Você não precisa executar todas estas recomendações ao mesmo tempo para obter bons resultados. Avanços, mesmo que parciais em cada um destes quatro grandes campos já irão produzir mobilização e impulso para a ação. Avalie onde você mais precisa avançar e comece por onde você pode ter mais impacto.

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