Como Montar uma Boa Matriz SWOT

Uma das ferramentas mais populares e efetivas para um bom planejamento estratégico é a matriz SWOT. Ela nos ajuda a ordenar o pensamento sobre o contexto e as capacidades da empresa. Com essa ferramenta organizamos a avaliação empresarial em forças e fraquezas internas e oportunidades e ameaças externas. Mas muitas vezes ela acaba sendo estruturada de forma errada, sendo praticamente inefetiva para a construção de um bom planejamento. Este texto traz algumas recomendações simples para que esta ferramenta seja útil e prática.

O primeiro ponto: uma SWOT não existe de forma isolada. Não se faz SWOT sem clareza do negócio e de seus objetivos. Ela precisa estar atrelada ao posicionamento de mercado e à visão de futuro. Todas as respostas devem estar relacionadas a estes pontos. Ou seja, “dado que nosso posicionamento é x e que temos uma visão de futuro y, o que irá nos ajudar externamente (oportunidades) e internamente (forças) e o que irá nos atrapalhar externamente (ameaças) e internamente (fraquezas)”.

Além desse cuidado essencial, outras práticas precisam ser observadas. Os conteúdos da matriz SWOT dizem respeito a questões concretas ou tendências consolidadas. Portanto, não devem ser incluídos cenários ou possibilidades (“seria bom se” ou “seria ruim se”). São questões já identificadas. O exercício de cenários deve ser feito, mas é uma atividade prévia à matriz SWOT.

matriz swot estratégia planejamento estratégico
Photo by Maarten van den Heuvel on Unsplash

Além do mais, não se deve incluir ações, atividades, metas, iniciativas em seu conteúdo. Essas devem ser consequências da avaliação dos conteúdos da matriz SWOT. “Fazer uma campanha para que clientes gerem indicações” não é uma oportunidade. A oportunidade identificada pode ser “clientes muito satisfeitos”. E com essa oportunidade várias iniciativas podem ser adotadas. A partir da análise de oportunidade, ameaças, forças e fraquezas relacionadas aos objetivos de médio e longo prazos é que se deve definir as iniciativas, metas etc.

Por fim, é necessária objetividade. Uma boa SWOT é feita a partir de uma excelente síntese. Isso significa definir poucas oportunidades, ameaças, forças e fraquezas. A priorização da estratégia já começa nesta análise. É fundamental que estejam as principais questões, pois não é recomendável aumentar ainda mais a complexidade do exercício de planejamento poluindo e distraindo com variáveis menos relevantes. Senão você terá como produto uma lista de ações dispersas (ou mesmo de intenções e desejos), com impactos e pesos diferentes e não uma estratégia, fruto de uma priorização e de decisões inteligentes sobre o futuro do negócio.

E já extrapolando um pouco o próprio conceito da elaboração da SWOT em si, deve-se fazer uma checagem de consistência das metas definidas no planejamento, considerando o cruzamento das variáveis da avaliação estratégica. Ou seja: “as metas que definimos dão conta das fraquezas e ameaças e se aproveitam das forças e oportunidades?”

 

Você tem feito boas matrizes SWOT? Elas estão sendo úteis ou estão poluindo seu processo de formulação e decisão estratégica?

 

Leia mais sobre planejamento estratégico em:

 

Para não perder nenhum texto, acesse https://www.deltaconsulting.com.br/blog e inscreva-se na newsletter semanal.

Acompanhe também o GestãoCast, o podcast da Delta Consulting via Spotify, Deezer ou Apple Podcasts.

Acompanhe o Instagram da Delta Consulting para receber atualizações diárias: https://www.instagram.com/deltaconsultingbr/

Tags: | | | | | | |

Receba conteúdos exclusivos!

Cadastre-se para receber conteúdos sobre gestão, estratégia, finanças e pessoas.

Ao clicar no botão abaixo, eu concordo em receber os boletins informativos da Delta Consulting de acordo com a Política de Privacidade.

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *